poesia em prosa #1
E de repente o sonho acabou. E acordaram separados dos laços que os prendiam, livres para viver cada um, o que cada um queria. Um decidiu viver e em si, na simples concepção do ser em si, foi viver. E viveu; e se viveu, experimentou. Uns decidiram viver, e na complexa concepção do ser em ti, foram conviver. E conviveram; e se conviveram, experimentaram. Outro decidiu viver, e na simples concepção do ser em si, foi reviver. E reviveu; e se reviveu, experimentou.O outro decidiu viver, e na complexa concepção do ser em si, foi sobreviver. E sobreviveu; e se sobreviveu, experimentou.
E todos viveram, e faltaram-lhes os laços que os prendiam. E no lugar dos laços nasceram rosas. Todos se espantaram, menos um: o sobrevivente deu uma rosa ao revivente; olharam-se e sorriram. Juntos, deram outra rosa ao vivente, que gostou da idéia e agradeceu. Após certo tempo, o vivente resolveu passar então a idéia para frente. Pegou duas rosas e entregou aos conviventes, com certa intromissão. Eles se olharam, e riram aliviados. Depois de terem se dado as rosas, agora tinham outras para continuar a corrente. E procuraram o sobrevivente. Este, que depois de um tempo tinha se esquecido dos laços e das rosas assustou-se. E penou, e chorou e compreendeu. E, então, aceitou as rosas. Quando as pegou, o ciclo se fechou, e no lugar das rosas nasceram mãos, e no lugar das rosas dadas as mãos se deram. E as mãos não prendiam, uniam. E sorriram, e riram e agradeceram. E viveram, e convirem, e reviveram e sobreviveram.
E todos viveram, e faltaram-lhes os laços que os prendiam. E no lugar dos laços nasceram rosas. Todos se espantaram, menos um: o sobrevivente deu uma rosa ao revivente; olharam-se e sorriram. Juntos, deram outra rosa ao vivente, que gostou da idéia e agradeceu. Após certo tempo, o vivente resolveu passar então a idéia para frente. Pegou duas rosas e entregou aos conviventes, com certa intromissão. Eles se olharam, e riram aliviados. Depois de terem se dado as rosas, agora tinham outras para continuar a corrente. E procuraram o sobrevivente. Este, que depois de um tempo tinha se esquecido dos laços e das rosas assustou-se. E penou, e chorou e compreendeu. E, então, aceitou as rosas. Quando as pegou, o ciclo se fechou, e no lugar das rosas nasceram mãos, e no lugar das rosas dadas as mãos se deram. E as mãos não prendiam, uniam. E sorriram, e riram e agradeceram. E viveram, e convirem, e reviveram e sobreviveram.

3 Comments:
gostei muito da primeira parte.muito interessante, bim.
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Menino do céu.
Isso aí tá invejável, pra falar rasgado.
Gostei de vera.
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