Quarta-feira, Novembro 09, 2005

plumas

há paz na pele
até que o pus expulse a paz
e a pele expulse a paz com pus.

a paz na pele, expulsa o pus
e o pus que a pele expulsa
pulsa a pele em paz, em pus.

O sangue pulsa, e jorra o pus
mas sangue pára;
e de repente a paz se instaura
e a pele fica em paz de pluma
paz de pluma, pasmem, e atinge a prisma em luz.

e a paz que para sempre, parecia,
perdura até que o pus expulse a paz da pele
e a pele expulse a paz com pus.

Segunda-feira, Outubro 31, 2005

repara

repara o que te cerca
o muro que te cerca
o muro que limita.
repara o mundo que imita
a cela que te cerca
a cerca que te irrita.

repara o mundo que te espera
o mundo que venera
e o mundo que evita.
repara o mundo que despreza;
o mundo que tem medo
é o mundo que habita.

repara o mundo que existe
e verás, logo, triste
esse mundo é você:
o mundo que te cerca,
o mundo que limita
o mundo que te irrita
não passa de você.

repara te.

Quinta-feira, Outubro 06, 2005

eu tb deliro noce

quanto mais eu conheço, mais eu me entrego
quanto mais eu me entrego, mais eu mereço
quanto mais eu mereço, menos sossego,
quanto menos sossego, mais envelheço.

quanto mais envelheço, mais eu espero
quanto mais eu espero, mais desconheço
quanto mais desconheço, mais eu te quero
quanto mais eu te quero, mais eu te vejo

quanto mais eu te vejo, mais te venero
quanto mais te venero, mais eu festejo
quanto mais eu festejo, mais exagero
quanto mais exagero, mais te desejo.

Quinta-feira, Setembro 22, 2005

palíndromo trilíngüe

cotidiano
on aid it oc

Segunda-feira, Setembro 19, 2005

doce

um anão;
não, um milhão;
milhões de anões em sua condição de anão
juntos, repetem ,juntos, não.
e o não,
que era de um anão,
se transforma em milhão;
em milhões de nãos de anão.
os nãos, em meio a confusão
se transformam em anão
em um milhão,
em milhões de anões que juntos falam
não.
milhões de anões que falam não.

Sábado, Setembro 17, 2005

poema extraído de novela

o raul, roberval,
me tratou tão mal
e ameaçou me demitir.

Terça-feira, Setembro 13, 2005

poemeto

virar a noite não dá certo.
mamãe e papai viraram,
e olha no que deu.